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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Linguado


Paralichthys brasiliensis

Características: têm uma anatomia muito 
curiosa. Com o passar de muitos anos, 
ao longo de seu processo evolutivo, um de 
seus olhos migrou para o outro lado 
do corpo. Possuem o corpo bastante 
achatado, elíptico, com raios centrais da 
caudal maiores . N adadeiras dorsal e 
anal longas, sendo a dorsal com início 
geralmente no alto da cabeça e ambas 
terminando muito próximas à caudal, 
quando não contínuas a esta. Perfil anterior 
da cabeça reto ou com ligeira 
concavidade, boca grande e oblíqua, com dentes, ultrapassa a margem posterior
do olho inferior. Escamas ctenóides  no  lado  oculado,  ciclóides  no  cego. 
Linha lateral com distinto arco acima da peitoral. Lado oculado marrom-escuro,
com reflexos verdes. Manchas escuras pequenas são frequentes, bem como pontos 
e manchas brancas, mais comuns nos jovens. Atinge até 1 m de comprimento e 
12 Kg de peso. Sua carne atinge altos preços no mercado, uma vez que é 
considerada uma das mais finas. 

Habitat: peixes costeiros, freqüentam as zonas de maré em profundidades de até 40 m , muito comuns em baías, praias e próximo a ilhas, sobre fundos de areia ou lodo.
 
Ocorrência:em todo o litoral do Brasil. 



Hábitos: bênticos a apóiam-se totalmente sobre o lado sem olho. Vivem permanentemente deitados, semi-enterrados em fundos de areia e se valem de seu disfarce e esconderijo para capturar pequenos peixes e crustáceos. São capazes de alterar totalmente a sua coloração, confundindo-se com o substrato de maneira impressionante e rapidíssima. Movem-se ondulando o corpo, s vezes com grande velocidade, mas preferem confiar em seu mimetismo e são facílimos de serem alcançados pelo mergulhador e caçador submarino. Geralmente podem ser encontrados em pequenos grupos de 3 a 15 indivíduos. Os exemplares maiores são mais solitários. 


Alimentação: carnívoros predadores, alimentando-se de crustáceos e moluscos. 


Reprodução: a época da reprodução varia, os ovos são pelágicos e flutuantes e as larvas são como as dos outros peixes, isto é, com orientação vertical e um olho de cada lado da cabeça. Com o crescimento, o crânio entorta e um olho migra para perto do outro, ao mesmo tempo que o peixe vai abandonando o nado normal para passar a se orientar em termos horizontais e a viver em contato normal com o substrato. Aparentemente a reprodução ocorre no inverno


Ameaças: poluição, pesca predatória e destruição do habitat




                                                                          



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